A fresta na janela

9 de abril de 2026



Oi! Tudo bem por aí? Por aqui temos Tula Luana vibes.

Imagino que esse post nem vá ser lido depois de tanto tempo do último... mas não podia deixar de dar uma satisfação, mesmo que atrasada.

O blog simplesmente parou. E não foi por falta de vontade ou porque eu "larguei mão". Muita coisa aconteceu nesse meio tempo.

Uma das coisas que mais me desanimaram foi ter a página do blog no Facebook roubada. O cara conseguiu acesso e depois tentou me extorquir pra devolver. Como não conseguiu o que queria, começou a publicar um monte de merda que nem vale a pena comentar. Nem preciso dizer o quanto isso afetou a página e me deixou desestabilizada. Aquela sensação de impotência, de burrice, de raiva.
A página caiu pela metade e eu não podia fazer nada, porque simplesmente não tive suporte nenhum do Facebook.

Pode parecer "só uma página", mas quem cria conteúdo sabe o quanto isso pesa. Não é só o perfil em si, é tudo o que foi construído ali, todo o tempo e dedicação investidos. E isso acabou me tirando completamente a vontade de continuar.

Entrei na justiça contra o Facebook, sem advogado, sem ajuda — fiz tudo sozinha. Tentaram me intimidar, tentaram jogar a culpa da "falta de segurança" em mim, eu quase surtei com as crises de ansiedade que tive, mas no final o juiz me deu razão e eu ganhei o processo. Fui indenizada, mas, na prática, consideraram que o dinheiro já compensaria o problema, e a página não foi devolvida. O juiz não quis prolongar essa questão porque já foi uma eternidade pra pagarem pelos danos e, no final das contas, tive que aceitar essa perda.

O desgosto foi tanto que até os grupos que eu gostava de entrar pra rir e interagir eu abandonei. Desinstalei o aplicativo do Facebook do celular, parei de acessar pelo computador... e só não desativei a conta de vez por dó.

No meio disso tudo, a vida também seguiu acontecendo — e, pra ser sincera, de um jeito bem intenso.

Depois de anos pulando de médico em médico, o Ian recebeu o diagnóstico de TEA nível 2 de suporte, além do TDAH. E, apesar de tudo que vem junto com isso, também foi um alívio.

Antes eu me sentia num beco sem saída, completamente no escuro. Eu via as dificuldades, sentia que tinha algo ali, mas não sabia exatamente o que era nem como ajudar. Hoje, pelo menos, existe um caminho. Existe direção. E isso muda muita coisa — pra mim, pro meu entendimento e, principalmente, pra ele.

Claro que isso não significa que seja fácil. A maternidade, por si só, já cansa. E quando a gente soma isso com rotina, preocupações, adaptações e tudo o mais que vem junto... tem dias que simplesmente não sobra energia pra mais nada. Haja terapia (e a minha tá em dia, graças a Deus).

E foi assim, no meio disso e muito mais, que o blog acabou ficando de lado.

Eu não deixei de ler. Jamais deixaria. Eu só reduzi o ritmo pra poder caber nessa rotina doida de meu Deus.

Também desisti das parcerias com editoras, porque não fazia sentido manter algo que eu não estava conseguindo — e nem estava a fim por motivo de desânimo e cansaço extremo — de entregar.

Foi um período mais de sobreviver do que de produzir, sendo bem sincera.

Essa semana, enquanto eu amadurecia umas ideias de criação de conteúdo (nada a ver com livros ou com o blog), fui criar uma página no Facebook pra garantir o @ desse novo projeto... e, pra minha surpresa, a página do blog estava lá. E, sim... eu consegui recuperar. Até agora não acredito, nem sei explicar como aconteceu, nem sei há quanto tempo estava lá, mas estava. Isso, de alguma forma, me deixou um pouco mais animada. Seria um sinal?

Enfim... esse post não é uma promessa de que tudo vai voltar como antes — porque não vai. Mas é um recomeço. Um recomeço que imagino ser possível, não perfeito.
Eu nunca desisti de verdade desse cantinho. Apesar de tudo, ele ainda é o único espaço que posso chamar de meu. Sempre senti falta… eu só não estava no clima pra voltar. Ainda.

Mesmo cansada, mesmo com a frequência mais baixa, mesmo com as dificuldades de ter que conciliar tudo que faz parte da minha rotina e realidade, eu quero tentar voltar.

Do meu jeito, no meu tempo, dentro do que for possível, sem cobranças.

Eu vou encarar esse post como uma frestinha que abri numa janela empoeirada, entrando aquela luz quentinha e dourada de fim de tarde. Ela não precisa iluminar tudo de uma vez, só o suficiente pra lembrar que ainda tem vida ali dentro daquela sala escura. E, por incrível que pareça... ainda tem. Bastante.

E, se você que tirou esse tempinho pra ler ainda estiver por aqui, obrigada.

De verdade.

Vou te Receitar um Gato - Syou Ishida

8 de abril de 2026

Título:
 Vou te Receitar um Gato - Vou te Receitar um Gato #1
Autora: Syou Ishida
Editora: Intrínseca
Gênero: Romance
Ano: 2024
Páginas: 224
Nota: ★★★★☆
Sinopse: No final de um beco escuro, há um prédio antigo onde funcionam vários estabelecimentos. Um deles é a Clínica Kokoro, um lugar que apenas as almas que mais precisam de ajuda conseguem encontrar. A misteriosa clínica oferece um tratamento exclusivo ― e um tanto estranho ― para aqueles que chegam até lá: gatos.
Os pacientes muitas vezes ficam intrigados com essa prescrição nada convencional, mas quando “tomam” o animal pelo período recomendado, testemunham profundas transformações em suas vidas ― efeito colateral causado pelos gatinhos brincalhões, cativantes e de vez em quando bagunceiros.
Graças ao remédio milagroso ― e muito fofo ― receitado pelo excêntrico dr. Nike e sua enfermeira mal-humorada, Chitose, um corretor de investimentos se depara com uma alegria inesperada após ser demitido; um homem de meia-idade encontra paz no trabalho e em casa; uma mãe cansada se reconecta com a filha; uma designer de bolsas aprende finalmente a relaxar; e uma gueixa abalada pela perda de sua gata descobre como seguir em frente.
À medida que os pacientes da clínica lidam com seus conflitos internos e buscam soluções, os companheiros felinos os conduzem à cura e lhes mostram que, às vezes, tudo o que você precisa é do amor de um gato.

Resenha: Como a gateira que sou, quando soube da existência desse livro, nem me dei ao trabalho de ler a sinopse — já fui comprando só porque o tema era gatos. E, no final das contas, acabei me surpreendendo com a forma como os bichanos protagonizam as histórias.
Sim, as histórias.

Elas se passam em Kyoto, no Japão, e giram em torno de uma clínica um tanto incomum, a Clínica Kokoro, escondida no final de um beco e acessível pelas formas mais mirabolantes possíveis, apenas para aqueles que realmente precisam. Lá, em vez de remédios tradicionais, o tratamento é outro: gatos.

O livro acompanha cinco personagens diferentes, cada um lidando com suas próprias questões e problemas dos quais acham não haver solução: tem aquele que está infeliz no trabalho e completamente perdido sobre o que quer da vida; a jovem tentando encontrar seu lugar na escola; um pai que não se encontra nem no trabalho nem dentro de casa; uma designer que sente que falta alguma coisa em sua vida (mas não faz ideia do quê); e uma gueixa que ainda não conseguiu lidar com a perda do seu gato.
E, claro, nenhum deles entende de imediato COMO um gato vai resolver problemas tão grandes.

Cada história vai mostrando como essas relações vão se construindo — às vezes com carinho, às vezes com certa resistência (porque nem todo mundo aceita ser “tratado” por um gato assim de cara). E, mesmo quando bate aquele ceticismo ou vontade de desistir, não é tão simples devolver o gato e seguir a vida como se nada tivesse acontecido.

Os gatos, claro, roubam a cena. Cada um tem sua própria personalidade — tem o mais tranquilo, o mais exigente, o que parece que não quer saber de nada e, ainda assim, resolve tudo do jeito dele. As ilustrações dos bichanos também são uma graça e dão um toque a mais nas histórias, mostrando exatamente como eles são (mesmo com as descrições já ajudando bastante).

O interessante é ver como, ao longo desse “processo de cura”, a convivência vai mexendo com os personagens. Às vezes de forma sutil, às vezes meio na marra mesmo — afinal, quem conhece sabe que gatos não têm muita paciência pra drama alheio, ou pra gente...

As histórias trazem toques de humor e fofura, mas também têm momentos mais sensíveis, principalmente quando entram questões como apego, frustração e mudanças que vão acontecendo aos poucos.

Como todas as histórias seguem uma estrutura parecida, o livro acaba ficando um pouco repetitivo em alguns momentos. E, por serem histórias curtas, nenhuma se aprofunda tanto quanto poderia (ou quanto eu gostaria) — o que pode ser um pouco frustrante, porque algumas realmente mereciam mais páginas.

Ainda assim, a leitura flui muito bem. É leve, rápida e fácil de acompanhar — aquele tipo de livro que você pega pra relaxar e, quando percebe, já acabou.
O ar de mistério em torno da clínica dá um charme diferente à história, e as situações durante os atendimentos causam aquela incredulidade básica, mas de um jeito até engraçado. Como assim essa enfermeira mal humorada fala isso com o pobre do paciente perdido? Que médico excêntrico é esse que orienta uma coisa dessas? É uma loucura, mas uma loucura no melhor sentido da palavra.

Não é uma leitura que vai marcar pelos detalhes ou pela profundidade, mas a proposta é diferente e funciona dentro do que promete: a cura através dos gatos.

Recomendo? Se você procura uma leitura leve, com histórias curtas e, principalmente, gosta de gatos, é um livro mais do que indicado.

É simples, tem uma ideia muito bacana e entrega exatamente isso: gatos melhorando a vida de alguém — e, como todo gato, sem pedir permissão.

Caixa de Correio #150 - Janeiro

31 de janeiro de 2025

Apesar de ainda estar mais pra lá do que pra cá, tenho conseguido ler alguns livros (mais livros do que eu imaginava conseguir), mas ainda não tive animo de trazer as resenhas aqui pro blog. Acho que com o fim das férias eu, enfim, vou conseguir ter um pouco de paz e sossego pra resolver essas pendencias.
No mais, comprei um livro só por ter gostado do primeiro volume e ficado curiosa pelo segundo, e o resto das coisinhas que recebi não tem nada a ver com o blog (maquiagem).

Enfim, um único livrinho foi o que teve esse mês:

Caixa de Correio #149 - Setembro, Outubro, Novembro e Dezembro

31 de dezembro de 2024

Depois de ficar longe do blog por 4 meses por motivo de ✨desespero✨, esqueci quando cada coisa chegou e resolvi fazer um apanhado de tudo que recebi pra não ter que ficar pesquisando o histórico sem fim de compras ou os emails de pedidos de parceria pra fazer postagens retroativas.
Foi um período estressante e muito cansativo por conta da adaptação do Ian com a medicação nova pro TDAH que deixou ele cheio de reações que eu não esperava e mais agitado do que ele já é, e juntando isso com as crianças entrando de férias agora em Dezembro, eu fiquei prestes a desistir. Parece que tô num hospício, e haja remédio pra depressão e ansiedade que ajude.

Enfim, foi isso tudo que chegou nesse período, espiem:

Novidades de Outubro - Paralela

3 de outubro de 2024

Só por um Verão - Elle Kennedy (15/10/2024)
Faz anos que Cassandra Soul não passa uma temporada na linda cidade praiana de Avalon Bay, onde nasceu e cresceu. Para ser exata, desde o rancoroso divórcio de seus pais, que a obrigou a mudar-se para Boston. Agora que o hotel de sua família está sendo vendido, Cassie está de volta para se reconectar com sua avó, curtir a praia e, quem sabe, encontrar um romance de verão.
Logo na sua primeira noite, Cassie conhece Tate Bartlett, o velejador mais divertido e galanteador da cidade. Tate também não quer saber de nada sério, seus namoros são sempre rápidos, sem compromisso. Ao conhecer Cassie, ele fica encantado, mas decide ser apenas seu amigo. Afinal, a última coisa que ele quer é correr o risco de magoar a garota mais incrível que já conheceu.
Ao navegarem a delicada linha entre namoro e amizade, Tate e Cassie vão descobrir que relacionamentos são mais complicados do que parecem -- e que Avalon Bay esconde segredos capazes de pôr à prova até um grande amor.

Dentro do Nosso Silêncio - Karine Asth (29/10/2024)
Casada há pouco tempo, Ana sabe que deseja ser mãe, mas escolhe adiar a maternidade para que ela e o marido possam se dedicar a suas carreiras em ascensão. Quando decidem que chegou a hora, porém, se deparam com uma realidade angustiante: o processo de engravidar não é rápido nem automático como imaginavam, e sim um experimento doloroso e sem nenhuma garantia de final feliz.
Conforme os meses passam, Ana e Samuel são obrigados a confrontar a possibilidade de que a gravidez nunca aconteça -- e de que o casamento deles não resista à pressão dos desejos não realizados e das palavras não ditas.
Em uma narrativa com duas linhas do tempo, acompanhamos tanto a saga do casal na tentativa de engravidar como a trajetória de Ana após a separação, enquanto ela tenta se reconstruir como mulher divorciada e sem filhos, imagem muito distante do que sonhou para a própria vida. Com o apoio da irmã e do pai, Ana deve reaprender a viver -- e descobrir que, por mais impossível que pareça, a vida nunca deixa de surpreender.

Novidades de Outubro - Seguinte

2 de outubro de 2024

Um Encantamento Delicado - Allison Saft (15/10/2024)
Niamh tem um talento especial. Toda roupa que ela costura é confeccionada com as melhores emoções e memórias de quem vai vesti-la, conferindo à peça uma beleza única. Não à toa, quando Kit, príncipe de Avaland, está prestes a se casar, Niamh é convocada à corte para produzir todo o guarda-roupa real.
Mas os nobres de Avaland são cruéis, especialmente com uma jovem nascida em um reino pobre e rebelde como Machland. E Kit, o noivo mal-humorado e temperamental, não facilita em nada o trabalho dela. Ainda assim, contra todas as possibilidades, algo especial surge entre eles...
Só que Kit precisa cumprir seu dever de príncipe. E Niamh precisa voltar para casa e cuidar de sua família -- não viver um conto de fadas.
Será que vale a pena acreditar em um sentimento tão delicado.

O Herdeiro Inadequado - A Ponte Entre Reinos #3 - Danielle L. Jensen (22/10/2024)
Criada para ser herdeira de um império, Zarrah tem certeza de que a família Veliant assassinou sua mãe, e está pronta para acabar com cada um deles. A oportunidade perfeita surge quando a general é enviada para a fronteira: ela não vai poupar esforços para aniquilar as tropas inimigas -- e matar o príncipe Veliant que as lidera.
No entanto, um encontro às escuras com um belo maridriniano faz Zarrah questionar o sentido da guerra e de tanta violência. Quanto mais encontra esse homem misterioso, mais ela enxerga o conflito entre Valcotta e Maridrina com outros olhos -- e mergulha num romance ardente.
Até que, quando as identidades são reveladas, Zarrah terá que decidir se dá uma chance para a paz... ou se parte para a guerra contra quem roubou seu coração.