Wishlist #21 - Funko Pop - The Good Dinosaur
4 de fevereiro de 2018
O Bom Dinossauro é um daqueles desenhos que a primeira vista não parece lá muito interessante, e até eu tomar coragem pra assistir levou um tempinho considerável. Nem preciso dizer que me arrependi de não ter assistindo antes pois a animação é linda, engraçada e emocionante o bastante pra ter me arrancado algumas lágrimas. Tive que colocar esses dois na lista, sim ou claro?
Meia Guerra - Joe Abercrombie
2 de fevereiro de 2018
Título: Meia Guerra - Mar Despedaçado #3
Autor: Joe Abercrombie
Editora: Arqueiro
Gênero: Fantasia
Ano: 2018
Páginas: 368
Nota:★★★☆☆
Resenha: Nos livros anteriores, Meio Rei e Meio Mundo, acompanhamos a jornada dos dois personagens principais da trama: Yarvi era um jovem que além de sofrer preconceito por possuir uma deficiência física, o que o fazia ser considerado como um "meio homem", ainda perdeu o direito de ocupar seu lugar ao trono após um golpe. Yarvi embarcou numa grande saga até se deparar com a jovem Thorn, uma garota com espírito livre e destemida que não se submetia aos caprichos de homem nenhum. Quando a inteligência de Yarvi complementa a força e a coragem de Thorn, a busca pela justiça tem início, mesmo num mundo onde as guerras predominam.
Neste volume, conhecemos Skara, uma jovem princesa que vê sua família ser assassinada e seu palácio ser consumido pelo fogo a mando do Rei Supremo. Desprovida de armas, Skara, muito inteligente e astuta, só tem suas palavras como recurso, e ela acaba conseguindo fugir e ir de encontro a pai Yarvi, que também havia sido prejudicado pelas mesmas pessoas que destruíram sua vida. Ao se tornar sua aliada, ela planeja reconstruir seu reino e vingar a morte de sua família.
Autor: Joe Abercrombie
Editora: Arqueiro
Gênero: Fantasia
Ano: 2018
Páginas: 368
Nota:★★★☆☆
Sinopse: Apenas meia guerra é travada com espadas.
A outra metade é travada com palavras.
A princesa Skara vê todos os que ama morrerem na sua frente e o seu palácio ser consumido pelas chamas. Tudo o que lhe resta são palavras... Mas palavras podem ser tão letais quanto armas. Disposta a se vingar, ela enfrenta seus medos e aguça a inteligência, indo atrás de pai Yarvi.
O ministro de Gettland já percorreu um longo caminho desde a escravidão, fazendo aliados entre antigos rivais e estabelecendo uma paz instável. Porém, agora, a cruel avó Wexen arregimenta o maior exército desde que os elfos guerrearam contra a Divindade Única e põe Yilling, o Brilhante, como seu comandante – um homem que venera apenas a Morte.
Skara pode ser a peça que faltava para forjar de vez a aliança entre Gettland e Vansterland, alicerçada na fortaleza de seus antepassados, pronta a enfrentar a fúria do Rei Supremo. Nessa guerra, ela contará com o apoio de uma ministra inexperiente, mas leal, e de um matador imprudente que espera superar fantasmas de antigos conflitos sangrentos.
Resenha: Nos livros anteriores, Meio Rei e Meio Mundo, acompanhamos a jornada dos dois personagens principais da trama: Yarvi era um jovem que além de sofrer preconceito por possuir uma deficiência física, o que o fazia ser considerado como um "meio homem", ainda perdeu o direito de ocupar seu lugar ao trono após um golpe. Yarvi embarcou numa grande saga até se deparar com a jovem Thorn, uma garota com espírito livre e destemida que não se submetia aos caprichos de homem nenhum. Quando a inteligência de Yarvi complementa a força e a coragem de Thorn, a busca pela justiça tem início, mesmo num mundo onde as guerras predominam.
Neste volume, conhecemos Skara, uma jovem princesa que vê sua família ser assassinada e seu palácio ser consumido pelo fogo a mando do Rei Supremo. Desprovida de armas, Skara, muito inteligente e astuta, só tem suas palavras como recurso, e ela acaba conseguindo fugir e ir de encontro a pai Yarvi, que também havia sido prejudicado pelas mesmas pessoas que destruíram sua vida. Ao se tornar sua aliada, ela planeja reconstruir seu reino e vingar a morte de sua família.
Seguindo o estilo dos livros anteriores, a narrativa é feita em terceira pessoa, continua bastante fluída e com ação e drama necessários para manter o leitor preso à leitura. Os personagens são fortes, enfrentam situações que os levam ao extremo, e o autor ainda não poupa esforços ao inserir grandes toques de feminismo e sua importância pela visão das personagens femininas em meio à trama.
Enfim, não digo que a trilogia seja ruim ou dispensável, muito pelo contrário. A história tem uma trama política bastante complexa, diálogos inteligentes, é cheia de ação e fantasia, e pra quem gosta de batalhas sangrentas e brutais, assim como vilões marcantes e sombrios com certeza vai curtir. A ideia de que é possível ser corrompido quando há poder em jogo é super interessante, assim como nem sempre justiça ou vingança são feitas da forma como deveriam, principalmente quando esses conceitos são confundidos, porém o desenvolvimento e o desfecho dado pelo autor, tanto para os personagens quanto para a questão da guerra, apesar de previsível, passaram longe do final épico que eu imaginava quando iniciei a trilogia.
Porém, por mais que o livro funcione de forma individual, no contexto geral e levando os livros anteriores em consideração, ele não foi tão satisfatório quanto eu gostaria e acabou não superando minhas expectativas. A sensação é de que o autor não foi capaz de equilibrar tudo que ele trouxe à tona anteriormente com o que foi apresentado neste volume, e não digo isso só por causa dos personagens, mas também por algumas cenas, principalmente as de morte, que deveriam ser momentos épicos mas são fraquíssimas, sem muitos detalhes, outras totalmente inexplicáveis, e quebram a empolgação de qualquer leitor.
Apesar destes pequenos detalhes, eu gostei da forma como a ideia da política foi conduzida, pois quando se está sob domínio de um rei tirano e sua ministra implacável que só oprimem o povo, as coisas tendem a seguir pelo caminho da revolução pois ninguém consegue tolerar tantas injustiças assim. Cabe aos protagonistas de cada volume, Yarvi, Thorn e Skara, se unirem, porém aprendendo a lidar uns com os outros, para darem um fim nessa era de terror.
Apesar destes pequenos detalhes, eu gostei da forma como a ideia da política foi conduzida, pois quando se está sob domínio de um rei tirano e sua ministra implacável que só oprimem o povo, as coisas tendem a seguir pelo caminho da revolução pois ninguém consegue tolerar tantas injustiças assim. Cabe aos protagonistas de cada volume, Yarvi, Thorn e Skara, se unirem, porém aprendendo a lidar uns com os outros, para darem um fim nessa era de terror.
Yarvi teve um arco bastante complexo e tudo o que passou ajudou na construção de sua personalidade e no homem que ele se tornou, porém o autor decidiu desconstruí-lo e transformá-lo em alguém bastante diferente do esperado, e confesso não ter ficado satisfeita ao me deparar com um Yarvi mau caráter, vingativo e odioso que usa e abusa da manipulação da forma mais inescrupulosa que se possa imaginar para conseguir o que quer. E eu não encontrei quaisquer explicações que justificassem essa mudança de forma convincente.
Thorn, que fora uma personagem incrível no segundo livro, acabou não sendo mais do que um artifício utilizado para provocar mortes nos momentos mais convenientes da história, fora isso não tem arco e nem maiores utilidades, o que foi uma pena visto que ela era a personagem que eu mais gostava.
Skara demora a despertar algum sentimento no leitor. Ela é morna e sem muitos atrativos e só começa a mostrar sua importância no fim, mas não nego que achei bastante interessante e diferente a ideia de que ela usa as palavras como arma, e quando Skara é forçada a empunhá-las para se vingar de seu avô e de seu povo é impossível não se empolgar.
Skara demora a despertar algum sentimento no leitor. Ela é morna e sem muitos atrativos e só começa a mostrar sua importância no fim, mas não nego que achei bastante interessante e diferente a ideia de que ela usa as palavras como arma, e quando Skara é forçada a empunhá-las para se vingar de seu avô e de seu povo é impossível não se empolgar.
Enfim, não digo que a trilogia seja ruim ou dispensável, muito pelo contrário. A história tem uma trama política bastante complexa, diálogos inteligentes, é cheia de ação e fantasia, e pra quem gosta de batalhas sangrentas e brutais, assim como vilões marcantes e sombrios com certeza vai curtir. A ideia de que é possível ser corrompido quando há poder em jogo é super interessante, assim como nem sempre justiça ou vingança são feitas da forma como deveriam, principalmente quando esses conceitos são confundidos, porém o desenvolvimento e o desfecho dado pelo autor, tanto para os personagens quanto para a questão da guerra, apesar de previsível, passaram longe do final épico que eu imaginava quando iniciei a trilogia.
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Resenha
Resumo do Mês - Janeiro
1 de fevereiro de 2018

Janeiro passou rápido demais, socorro! Esse ano até que começou bem. Só não consegui ler muito porque o tempo foi curtíssimo, inclusive algumas das resenhas liberadas foram de leituras mais antigas. Agora cá estou eu, mexendo com mudança de casa, ficando muerta com farofa, no meio da bagunça e da confusão, mas entre mortos e feridos todos vão sobreviver. O que importa é que já deu tudo certo e a mudança não vai ser só de casa, mas também de ares, de vida, de expectativas, e espero que eu consiga aproveitar as oportunidades que andam aparecendo pra conseguir melhorar as coisas.
Pensamento positivo, sempre ♥
Bora ver o que teve no blog em janeiro:
♥ Resenhas
- Obsidiana - Jennifer L. Armentrout
- A Pedra Pagã - Nora Roberts
- Últimas Mensagens Recebidas - Emily Trunko
- Tash e Tolstói - Kathryn Ormsbee
- La Belle Sauvage - Philip Pullman
- A Ascensão do Mal - Danielle Paige
- A Fogueira - Krysten Ritter
- Ônix - Jennifer L. Armentrout
- Origem - Dan Brown
- Um Beijo À Meia-Noite - Eloisa James
- A Perversa - Tarryn Fisher
- Deixada Para Trás - Charlie Donlea
- Dias de Despedida - Jeff Zentner
♥ Na Telinha
- Viva - A Vida é uma Festa
♥ Wishlist
- Funkos de The 100
- Funkos de Lilo & Stitch
- Funkos de Wall-e
- Funkos de Pocahontas
♥ Caixa de Correio de Janeiro
Caixa de Correio #71 - Janeiro
31 de janeiro de 2018
Primeira Caixa de Correio do ano!. Acho que essa caixa é a mais magrinha que já fiz em todos esses 6 anos de blog, viu... Quatro livros recebidos no mês pra quem tem costume de receber uns vinte é até meio estranho e me tira da minha zona de conforto hahahahaha! Mas sabem que não achei ruim? A sensação de alívio de não acumular mais pendências é maravilinda e dos quatro livros recebidos falta resenha de um só! E é assim que espero manter o ritmo.
Mesmo que a caixinha dos livritchos tenha sido magra, não tenho do que reclamar dos Popinhos que chegaram esse mês. Tô igual pinto no lixo, feliz da vida com a coleção crescendo. Não ando focando numa coleção em particular. Quando posso, compro algum da Wishlist que esteja barato, já que ainda não tô podendo investir nos raros, mas um dia chego lá!
E com o lance de eu estar prestes a mudar o desespero anda batendo por aqui pois os Funkos da Bela da Disney, da Clarke e da Lexa de The 100, do Ludo de Labirinto, e do L com bolo de Death Note que comprei no bendito Ebay em novembro não chegaram até hoje... Tô perdida mesmo com esses correios de bosta... Pior que alguns não tem rastreio, não sei o que fazer se eu mudar antes de chegarem. D: #cry
Bora dar uma espiada no que recebi:
Mesmo que a caixinha dos livritchos tenha sido magra, não tenho do que reclamar dos Popinhos que chegaram esse mês. Tô igual pinto no lixo, feliz da vida com a coleção crescendo. Não ando focando numa coleção em particular. Quando posso, compro algum da Wishlist que esteja barato, já que ainda não tô podendo investir nos raros, mas um dia chego lá!
E com o lance de eu estar prestes a mudar o desespero anda batendo por aqui pois os Funkos da Bela da Disney, da Clarke e da Lexa de The 100, do Ludo de Labirinto, e do L com bolo de Death Note que comprei no bendito Ebay em novembro não chegaram até hoje... Tô perdida mesmo com esses correios de bosta... Pior que alguns não tem rastreio, não sei o que fazer se eu mudar antes de chegarem. D: #cry
Bora dar uma espiada no que recebi:
Wishlist #20 - Funko Pop - Pocahontas (atualizado em set/20)
28 de janeiro de 2018
Não digo que Pocahontas esteja entre os meus desenhos da Disney favoritos, principalmente porque a história em que se basearam não é nada feliz, mas não posso negar que os dois pops são apaixonantes de tão lindos, e eu não ficaria muito satisfeita se eles não estivessem entre os outros. E o bom é que a coleção é composta só pela Pocahontas e pelo Meeko. Já é uma boa economia...
Dias de Despedida - Jeff Zentner
27 de janeiro de 2018
Título: Dias de Despedida
Autor: Jeff Zentner
Editora: Seguinte
Gênero: Romance/Jovem Adulto
Ano: 2017
Páginas: 392
Nota:★★★★★
Resenha: Carver, Mars, Eli e Blake formam a Trupe do Molho. Os quatro garotos são melhores amigos, inseparáveis, estudam juntos e passam tempo se divertindo como nunca. Numa tarde, os amigos iam buscar Carver no trabalho, e enquanto esperava, o garoto enviou uma mensagem de texto perguntando onde eles estavam. Mas no caminho, os garotos sofrem um acidente de carro fatal.
Como se a tragédia já não tivesse abalado a vida de Carver o bastante, as coisas pioram quando o celular de Mars é encontrado com uma mensagem incompleta em resposta à de Carver, indicando que o acidente aconteceu devido a distração com o celular. Agora, Carver está sendo culpado pelas famílias de Mars e Eli por ter causado o acidente, e elas querem que o garoto pague pelo crime que cometeu.
Com o início do ano letivo, Carver precisa voltar para a escola e lidar com todos os sentimentos que o atormentam desde o acidente. Sentir falta dos amigos, sentir a pior culpa que o corrói por dentro pelo ocorrido, e ainda estar apavorado com a ideia de ser preso com a investigação que o pai de Mars quer abrir contra ele, desencadeia no garoto constantes ataques de pânico.
Mas Carver não está sozinho nessa. Sua família está do seu lado, principalmente sua irmã, Georgia, assim como Dr. Mendes, seu terapeuta; Jesmyn, que foi namorada de Eli e agora a única amiga que Carver tem na escola; e vovó Betsy, a avó de Blake que quer ajuda do garoto para organizar o Dia da Despedida. A ideia é que Carver a acompanhe durante um dia inteiro de atividades que ela gostava de fazer com o neto para compartilharem as lembranças dele, e também como forma de se despedir.
O que Carver não esperava era as famílias de Mars e Eli também quererem o Dia de Despedida, e o problema era o garoto não saber quais as suas intenções. E com os ataques de pânico que anda sofrendo, será que diante desta situação o garoto conseguirá lidar com suas piores emoções?
Narrado em primeira pessoa, acompanhamos Carver contando tudo o que se passa após o acidente dos amigos, assim como os flashbacks dos momentos super divertidos, animados e alguns até emocionantes que eles passavam juntos desde a criação da Trupe do Molho. O autor também aproveita a oportunidade para inserir no enredo temas bastante relevantes, como o machismo, a homossexualidade, o racismo e afins de forma a acrescentar algo a que se pensar, e a forma como foi colocado não poderia se encaixar melhor.
A morte como tema central pode fazer com que os leitores pensem que o livro é difícil, mas a forma como a história é contada, tão leve e delicada, torna tudo bem agradável, reflexivo e até arranca algumas risadas, mas não deixa de evidenciar a questão da culpa nesses casos trágicos e fatais, como se apontar um culpado fizesse parte do ser humano, e como puni-lo de alguma forma promove um certo alívio. Mas as reflexões não giram em torno somente da culpa em si, mas também da amizade, da família e do quanto passar bons momentos ao lado daqueles que amamos são importantes.
A história da Trupe do Molho é linda, mostra como a amizade verdadeira é valiosa, e que as boas lembranças podem ser bem maiores do que as ruins.
A aproximação de Carver com Jesmyn acaba intensificando a amizade entre eles, e algo mais começa a nascer dalí. Em certo momento comecei a sentir um leve destoar de rumo, pois mesmo que ela tenha sido uma das peças chave para ajudar o garoto na superação da tragédia, e vice-versa, o romance como forma de "escape" não me desceu muito bem considerando o contexto, mas não foi algo tão negativo. Talvez tenha sido até bem realista, afinal, as pessoas são diferentes e encontram conforto e ajuda onde menos se espera.
O livro também é cheio de frases de impacto que se encaixam com o tema e com a proposta de trazer reflexão sobre tais dilemas, logo esse é aquele tipo de livro que vai ficar cheio de marcações ou post-its para que possamos sempre ler e reler essas passagens tão significativas.
Autor: Jeff Zentner
Editora: Seguinte
Gênero: Romance/Jovem Adulto
Ano: 2017
Páginas: 392
Nota:★★★★★
Sinopse: "Cadê vocês? Me respondam."
Essa foi a última mensagem que Carver mandou para seus melhores amigos, Mars, Eli e Blake. Logo em seguida os três sofreram um acidente de carro fatal. Agora, o garoto não consegue parar de se culpar pelo que aconteceu e, para piorar, um juiz poderoso está empenhado em abrir uma investigação criminal contra ele. Mas Carver tem alguns aliados: a namorada de Eli, sua única amiga na escola; o dr. Mendez, seu terapeuta; e a avó de Blake, que pede a sua ajuda para organizar um “dia de despedida” para compartilharem lembranças do neto. Quando as outras famílias decidem que também querem um dia de despedida, Carver não tem certeza de suas intenções. Será que eles serão capazes de ficar em paz com suas perdas? Ou esses dias de despedida só vão deixar Carver mais perto de um colapso — ou, pior, da prisão?
Resenha: Carver, Mars, Eli e Blake formam a Trupe do Molho. Os quatro garotos são melhores amigos, inseparáveis, estudam juntos e passam tempo se divertindo como nunca. Numa tarde, os amigos iam buscar Carver no trabalho, e enquanto esperava, o garoto enviou uma mensagem de texto perguntando onde eles estavam. Mas no caminho, os garotos sofrem um acidente de carro fatal.
Como se a tragédia já não tivesse abalado a vida de Carver o bastante, as coisas pioram quando o celular de Mars é encontrado com uma mensagem incompleta em resposta à de Carver, indicando que o acidente aconteceu devido a distração com o celular. Agora, Carver está sendo culpado pelas famílias de Mars e Eli por ter causado o acidente, e elas querem que o garoto pague pelo crime que cometeu.
Com o início do ano letivo, Carver precisa voltar para a escola e lidar com todos os sentimentos que o atormentam desde o acidente. Sentir falta dos amigos, sentir a pior culpa que o corrói por dentro pelo ocorrido, e ainda estar apavorado com a ideia de ser preso com a investigação que o pai de Mars quer abrir contra ele, desencadeia no garoto constantes ataques de pânico.
Mas Carver não está sozinho nessa. Sua família está do seu lado, principalmente sua irmã, Georgia, assim como Dr. Mendes, seu terapeuta; Jesmyn, que foi namorada de Eli e agora a única amiga que Carver tem na escola; e vovó Betsy, a avó de Blake que quer ajuda do garoto para organizar o Dia da Despedida. A ideia é que Carver a acompanhe durante um dia inteiro de atividades que ela gostava de fazer com o neto para compartilharem as lembranças dele, e também como forma de se despedir.
O que Carver não esperava era as famílias de Mars e Eli também quererem o Dia de Despedida, e o problema era o garoto não saber quais as suas intenções. E com os ataques de pânico que anda sofrendo, será que diante desta situação o garoto conseguirá lidar com suas piores emoções?
Narrado em primeira pessoa, acompanhamos Carver contando tudo o que se passa após o acidente dos amigos, assim como os flashbacks dos momentos super divertidos, animados e alguns até emocionantes que eles passavam juntos desde a criação da Trupe do Molho. O autor também aproveita a oportunidade para inserir no enredo temas bastante relevantes, como o machismo, a homossexualidade, o racismo e afins de forma a acrescentar algo a que se pensar, e a forma como foi colocado não poderia se encaixar melhor.
A morte como tema central pode fazer com que os leitores pensem que o livro é difícil, mas a forma como a história é contada, tão leve e delicada, torna tudo bem agradável, reflexivo e até arranca algumas risadas, mas não deixa de evidenciar a questão da culpa nesses casos trágicos e fatais, como se apontar um culpado fizesse parte do ser humano, e como puni-lo de alguma forma promove um certo alívio. Mas as reflexões não giram em torno somente da culpa em si, mas também da amizade, da família e do quanto passar bons momentos ao lado daqueles que amamos são importantes.
A história da Trupe do Molho é linda, mostra como a amizade verdadeira é valiosa, e que as boas lembranças podem ser bem maiores do que as ruins.
A aproximação de Carver com Jesmyn acaba intensificando a amizade entre eles, e algo mais começa a nascer dalí. Em certo momento comecei a sentir um leve destoar de rumo, pois mesmo que ela tenha sido uma das peças chave para ajudar o garoto na superação da tragédia, e vice-versa, o romance como forma de "escape" não me desceu muito bem considerando o contexto, mas não foi algo tão negativo. Talvez tenha sido até bem realista, afinal, as pessoas são diferentes e encontram conforto e ajuda onde menos se espera.
O livro também é cheio de frases de impacto que se encaixam com o tema e com a proposta de trazer reflexão sobre tais dilemas, logo esse é aquele tipo de livro que vai ficar cheio de marcações ou post-its para que possamos sempre ler e reler essas passagens tão significativas.
"Nossa mente busca causa e efeito porque isso sugere uma ordem no universo que talvez não exista, mesmo se você acreditar em algum poder superior. Muita gente prefere aceitar uma parcela indevida de culpa por alguma tragédia do que aceitar que não existe ordem nas coisas. O caos é assustador. É assustasora uma existência inconstante em que coisas ruins acontecem a pessoas boas sem nenhum motivo lógico."
- Pág. 229
Dias de Despedida é um relato emocionante sobre o luto, a culpa, os "se's", a dor, a saudade mas também sobre a superação. Superar uma perda tão difícil não é nada fácil, principalmente quando se tem dezessete anos e a vida inteira pela frente, e por mais complicado que seja, é preciso seguir adiante.
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